sexta-feira, 13 de março de 2009

JUROS MAIS BAIXOS: SÓ PARA ELES

O COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa básica de juros de 12,75% para 11,25% a.a., cortando 1,5 pp, uma redução mais que generosa, se comparada às reuniões nos últimos anos. Assim, o custo de captação de recursos pelos agentes financeiros ficou menor.

Destarte, o custo, para o consumidor, da intermediação deveria igualmente ter tendência de queda, e queda acentuada. (Ver artigo “Juros Bancários e Lucros Banqueiros” neste blogue)

Mas preocupa-me uma notícia que li hoje em um sitio de economia de alcance nacional, dando conta de que as taxas de cartões de crédito, similares às do cheque especial, aumentaram para 10,68% ao mês, ou [pasmem!] 237,93% ao ano. Os bancos adoraram a queda da taxa básica para diminuição dos seus custos e crescimento do seu bolo de lucro. Dá-me nojo ouvir Paulos Skafs, Armandos Nogueiras e Alexandres Garcias exigirem a queda da SELIC. Eles estariam certos, não fossem seus objetivos duvidosos. Será possível que somente nós aqui do blogue conseguimos enxergar o exagero astronômico mais que insano nas taxas de juros ao consumidor, aproveitando-se da necessidade alheia?

Por que será que o Papa não excomunga essa corja de marginais? E por que será que os governantes são coniventes com essa roubalheira? E por que será que os Ministros da Suprema Corte ainda não mandam prender esses delinquentes engravatados? E a grande imprensa, por que fica bem caladinha apresentando reality shows para anestesiar os espectadores? Há quem diga que é por que todos eles estão comendo o banquete nessa festa regada à usura e miséria da maioria da população. O que você acha?

Um comentário:

Sergio de Castro disse...

Pau neles Jorjão!

O que eu vejo é que no tempo de "vacas gordas" a população ganha apenas míseros aumento, enquanto os banqueiros batem recordes de lucros, assim como os demais setores. No entanto, quando as "vacas magras" dão as caras a casa cai justamente para os aqueles que mais lutaram e menos ganharam.

Os banqueiro não podem deixar de ganhar seus "lucrinhos". Então quem paga? Ah! O governo arruma várias soluções. Uma delas foi aumentar de 20 para 30 por cento a margem de empréstimo dos aposentados. Com isso, muitos ficam superfelizes, não sabendo que o lobo devorador está dando com uma mão e tirando com a outra.

Sergio de Castro
5º Contábeis - FACIMP