Li hoje no sítio da Carta Maior uma frase que simplesmente nenhum comentarista econômico antes da crise ousava dizer sob pena de ser classificado como retrógrado, deslocado ou descontextualizado.
Mas Kevin Rud citando Joseph Stiglitz no Valor de 03/03 escreveu: "o motivo pelo qual a mão invisível (dos mercados) frequentemente parece ser invisível é que ela não está lá" - grifo nosso.
Se a "mão invisível dos mercados", criação de Adam Smith no seu livro "A riqueza das nações", de 1776, realmente existisse, vamos admitir que ela seria pordemais injusta. Basta ver o que o capitalismo tem gerado na sociedade desde a sua adoção universal. Miséria, violência, fome, promiscuidade e outras mazelas sociais foram elevadas à potenciação tendente ao infinito.
A tal “mão” torna-se muito mais invisível quando o assunto é distribuição das fatias do bolo econômico. Invisível para a grande maioria que sai perdendo, mas muito visível para os que se aquinhoam da maior parte.
É óbvio que a “mão” é tão invisível quanto silenciosa para nós, porque nos subtrai o patrimônio de forma a não percebermos – porque morde e assopra utilizando seus aparelhos de desinformação - e muitos de nós tampouco tem ciência que isso acontece bem à sua frente.
Mas quando o momento é de diminuição no lucro dos grandes – e nem precisa ser de prejuízo – invocam a mão bem visível do Estado para não deixar que o bolo nem a fatia deles diminuam.
A sociedade tem oportunidade única de impor um sistema econômico capaz de corrigir certas distorções causadas pela tal “mão invisível”. Na França, o Novo Partido Anticapitalista já ganha contornos de importância com 15% de adesão da população Será uma nova Revolução Francesa? Será que vai chegar por aqui? Vai depender de todos nós.
Mas Kevin Rud citando Joseph Stiglitz no Valor de 03/03 escreveu: "o motivo pelo qual a mão invisível (dos mercados) frequentemente parece ser invisível é que ela não está lá" - grifo nosso.
Se a "mão invisível dos mercados", criação de Adam Smith no seu livro "A riqueza das nações", de 1776, realmente existisse, vamos admitir que ela seria pordemais injusta. Basta ver o que o capitalismo tem gerado na sociedade desde a sua adoção universal. Miséria, violência, fome, promiscuidade e outras mazelas sociais foram elevadas à potenciação tendente ao infinito.
A tal “mão” torna-se muito mais invisível quando o assunto é distribuição das fatias do bolo econômico. Invisível para a grande maioria que sai perdendo, mas muito visível para os que se aquinhoam da maior parte.
É óbvio que a “mão” é tão invisível quanto silenciosa para nós, porque nos subtrai o patrimônio de forma a não percebermos – porque morde e assopra utilizando seus aparelhos de desinformação - e muitos de nós tampouco tem ciência que isso acontece bem à sua frente.
Mas quando o momento é de diminuição no lucro dos grandes – e nem precisa ser de prejuízo – invocam a mão bem visível do Estado para não deixar que o bolo nem a fatia deles diminuam.
A sociedade tem oportunidade única de impor um sistema econômico capaz de corrigir certas distorções causadas pela tal “mão invisível”. Na França, o Novo Partido Anticapitalista já ganha contornos de importância com 15% de adesão da população Será uma nova Revolução Francesa? Será que vai chegar por aqui? Vai depender de todos nós.
Um comentário:
Compreendo seu ponto de vista, mas não concordo com sua ilação referente ao capitalismo que é o gerador de mazelas, visto que o problema das mazelas não está atrelado necessariamente ao capitalismo. As sociedades mais avançadas em termos de harmonia social são capitalistas, e as sociedades que se intitularam socialistas fracassaram monstruosamente em fornecer bem-estar à sua população. Ao (não) desenvolvimento eu relaciono mais ao nível de participação popular na vida pública, idôneidade dos governantes, história, dispositivos de equilibrio social (acesso à educação de qualidade, saúde de qualidade, alimentação, impostos justos...) e capacidade de produzir e distribuir riqueza. Por exemplo, observem o painel de corrupção da ONU. Os países de maior IDH "coincidentemente" são os de menor corrupção.
A competição é inerente à natureza humana. Antes do capitalismo o homem já competia por tudo. O estímulo à competição reverte-se invariavelmente em aumento de produção e de produtividade da sociedade, ou seja, riqueza. Ao Estado cabe o papel de dividir de forma justa (justo não significa de forma igual) as riquezas para garantir um piso de oportunidades satisfatório ao pleno desenvolvimento individual.
Utilizando as palavras do colunista do financial times Martin Wolf "A culpa deve ser atribuída aos ideólogos que o entenderam mal, acreditando que o equilíbrio do mercado equivale ao interesse público, por definição. Na verdade, ele equivale ao interesse de banqueiros e especuladores que, conseguiram "privatizar os lucros e socializar os prejuízos" – e com isso ajudaram a desacreditar o capitalismo no mundo todo.
Esse e meu ponto de vista
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