segunda-feira, 10 de agosto de 2020

COMUNISMO NÃO TEM VEZ NO BRASIL

COMUNISMO NÃO TEM VEZ NO BRASIL

Vivemos diariamente com argumentações a respeito de comunismo, socialismo, demonizando esses modelos de governança, acreditando até mesmo tratar-se de coisas diabólicas com total parceria entre o "capeta" e os "monstros" do oriente, ou seja, a China e a Rússia.

Fico embasbacado com tamanha ignorância e apego à propaganda ocidental capitalista que encrusta na mente dessas pessoas tamanho disparate. E falam com muita assertividade sem nunca haverem lido uma obra sequer de Marx, Lênin, Trotsky, Chomsky, Hobsbawn, Gramsci, Milton Santos e por aí vai. Graduados e pós-graduados na UniFace ou na UniZap. É impressionante!

Esse pensamento está presente não somente nas classes mais desassistidas economica e socialmente ou de ordem intelectual. Está presente até mesmo em pessoas com diplomas de curso superior e até pós-graduadas. Os que estudaram de verdade e sustentam esse discurso, certamente o fazem por motivos inconfessáveis.

O que há em comum entre essas pessoas é a obediência cega a líderes religiosos e modelos mentais recheados de propostas de cunho racista, preconceituoso, fascista, mesquinho, egoísta, darwinista social da pior espécie. Ainda no vazio do ranço escravocrata de casa grande e senzala. E isso resvala na compreensão da dinâmica geopolítica com a aceitação da ideologia de países centrais e países periféricos.

Hoje, tive que tranquilizar uma ex-aluna, formada em nível superior, apavorada, dizendo que os iluminati, os marxistas, querem estabelecer uma nova ordem mundial capitaneada pela China com implantação do comunismo no mundo inteiro, e que o Brasil já está se tornando um pais comunista. Pior que não é piada. Ela acredita mesmo nessa imbecilidade. Até perguntei se ela acredita que a Terra é plana, porque aí encerraríamos todo diálogo e eu ligaria para o SAMU e para o CAPS. Ela não respondeu, como se .confirmasse. Tenho convicção que ela morre de medo de os comunistas se apropriarem do carro 1.000 que ela possui.

Tranquilizei a moça incauta, explicando para ela que a sociedade brasileira JAMAIS evoluirá do ponto-de-vista sociológico para se tornar uma sociedade comunista ou socialista ou algo parecido com as comunidades indígenas, as quais estão a anos-luz na nossa frente. Uma sociedade adoecida pela mesquinhez, pelo preconceito, pelo racismo, pelo fascismo, pelo egoísmo, pelo fanatismo religioso, sem a menor consciência de classes e de suas bandeiras de luta, onde o grande capital é admirado e endeusado, onde líderes religiosos preocupam-se mais com o dinheiro que com o reino de Deus, JAMAIS evoluirá a uma sociedade igualitária com justiça social.

Aos capitalistas sem capital, resta deixá-los tranquilos. Comunismo e socialismo não tem vez no Brasil. Não enquanto essa sociedade doente e apodrecida perdurar.


domingo, 9 de agosto de 2020

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR

 

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR

Por Antonio Jorge de Souza e Silva (*)

 

Há uma polêmica que permeia a sociedade brasileira com relação ao papel das entidades religiosas - especialmente as de matriz judaico-cristã pela influência política mais acentuada no país - em confronto com o papel do Estado.

Isso ocorre, possivelmente, por ruídos de comunicação entre os entes governamentais, lideranças religiosas e os 92% dos brasileiros (IBGE, 2010) os quais confessam alguma profissão de fé.

Se todos tivessem plena consciência dos papéis em determinadas posições, tudo seria muito mais fácil de administrar.

As pessoas, membros de entidades religiosas, qualquer que seja o credo, ou ainda fora delas, são partes da sociedade e, portanto, carregam características inerentes, ou seja, abrigam pessoas de todos os naipes e cores. Na Teoria da Complexidade diz-se que as pessoas e entidades são fractais de uma sociedade maior, com todos os suas virtudes e vícios e, muitas vezes, se exerce vários papéis entre a religião e o Estado, sendo que, não raro, se confunde como deva ser a postura em cada situação, posto que a linha de separação desses papéis, às vezes, é tênue.

Mas ninguém mais apropriado para nos ensinar que o grande Mestre Jesus, o Cristo, conforme está escrito na Bíblia Sagrada Corrigida, Almeida (1948) no livro de Mateus, capítulo 22, versículos 15 a 22, transcritos abaixo:

 

“Então, retirando-se os fariseus, consultaram entre si como o surpreenderiam nalguma palavra; E enviaram-lhe os seus discípulos, com os herodianos, dizendo: Mestre, bem sabemos que és verdadeiro, e ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas a aparência dos homens.

Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributo a César, ou não?
Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro. E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição? Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E eles, ouvindo isto, maravilharam-se e, deixando-o, se retiraram.” (grifo nosso)



O próprio Jesus, no texto em destaque, afirma a necessidade de separar os papéis da igreja e os papéis do Estado, bem como o tratamento que se deve dar a esses papéis e como esses entes devem respeitar-se mutuamente, cada um dentro de sua competência.

As entidades religiosas tem autonomia regimental garantida pela Constituição, até o limite de Lei que onere todo cidadão, independente de credo, raça, cor, condição social ou regional.

No Brasil, a partir do Império de D. Pedro I, com a Constituição de 1824, estabeleceu-se que o credo Católico era a religião oficial do Império e isso alijava as demais entidades religiosas do gozo de liberdade de profissão de fé.

 

Com a Proclamação da República em 1889 e através do Decreto 119-A de 1890 redigido por Ruy Barbosa, estabeleceu-se a separação entre Estado e Igreja. Porém as tradições religiosas e as relações de poder econômico e político continuaram privilegiando grupos religiosos em detrimento a outros, tolhendo a liberdade da profissão de fé de alguns credos.

Na Constituição de 1988 ficou ainda mais aclarada a questão da laicidade do Estado, onde no Art. 19 assevera que o Estado, em todos os seus níveis, está proibido de estabelecer cultos religiosos ou embaraçar o exercício de culto, seja qual for o credo.

Em dezembro de 2007, o presidente Lula sanciona a Lei 11.635, que proíbe discriminação e intolerância religiosa, regulamentando a liberdade religiosa no Brasil.

A laicidade, um princípio fundamental do Estado Democrático e de Direito, tanto assegura às entidades religiosas a não interferência do Estado na sua profissão de fé, como garante a não ingerência religiosa nas políticas de Estado.

Enquanto as organizações religiosas tratam da condução de seus fiéis aos princípios elencados em seus regimentos internos, qualquer que seja o credo, o Estado exerce papéis bem diferentes.

Juridicamente, é papel do Estado garantir a segurança, saúde e educação do seu povo. Para todos, sem distinção. Promover o desenvolvimento econômico e inclusão social das minorias.

“Minorias” aqui não se refere à quantidade de indivíduos, mas usa-se o conceito sociológico, o qual define como sendo grupos sociais historicamente excluídos das garantias aos direitos básicos por questões étcnicas, de origem, gênero, financeiro ou de sexualidade, ou ainda que estejam em situação de vulnerabilidade social, tais como pessoa idosa, os deficientes e moradores de rua. Nesse caso o Estado precisa alcançar a todos, independentemente de sua situação ou modus vivendi.

Há pessoas que não creem na profissão de fé dessa ou daquela entidade religiosa, como também há quem não faça nenhuma profissão de fé (os ateus ou semelhantes, que são 8% da população brasileira de acordo com dados do IBGE, 2010). Não por isso, o Estado, no seu papel, pode abster-se de dedicar a mesma atenção e respeito a essas pessoas e proporcionar-lhes iguais oportunidades. Ainda que alguém que professe fé em algum credo esteja investido de função pública de interesse do Estado ou subordinado a este, precisa entender do seu papel como agente público e dedicar respeito a essas pessoas mesmo que, pessoalmente, não concorde com seu modo de vida, de escolhas ou de orientação.

O Estado não pode, por força de Lei, interferir privilegiando ou embaraçando credo religioso, respeitando os regimentos internos destes, desde que não haja sobreposição à Lei, e, por sua vez, as entidades religiosas não podem e estão proibidas de exigir que o Estado adeque suas políticas públicas aos seus regimentos internos.

Estamos em um país plural com uma grande diversidade de credos, condições econômicas e sociais, culturais, modelos familiares, orientação sexual, posicionamento político, e todos precisamos conviver em ordem e paz.

As entidades religiosas e os entes do Estado precisam entender que, para que haja uma harmonia entre si e em toda a sociedade, é necessário obedecer aos ensinamentos do Mestre dos mestres e Rei dos reis nessa questão: “A César o que é de César”.

(*) É professor universitário

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Estou voltando pra interagir e tentar evoluir acerca dos assuntos de interesse. Tentaremos nos tornar melhores seres humanos.  Vamos nessa!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SINCERAMENTE - O povo a procura de líder.

Lembro-me de uma cena de um filme de Chaplin em que caía uma bandeira de um caminhão. Ele apanha a bandeira e marcha rumo ao caminhão na intenção de devolvê-la. Ao ver aquele homem marchando com a bandeira, centenas de pessoas o seguem sem saber nem mesmo a causa.

Em Imperatriz, a falta de lideranças dignas desembocou na precipitação da população em prol de um nome politicamente desconhecido, sem nenhuma relação com os movimentos sociais, sem prestar nenhum serviço relevante para a comunidade, a não ser na função de delegado de polícia que encobriu o caso Iron e de conduta condenável, com apenas 05 anos na cidade e patrocinado pelo que há de mais atrasado na política brasileira que é o grupo sarney (sic).

O governo municipal, cuja composição está sendo compilada por Chiquinho Escórcio e João Alberto (golpistas inveterados), certamente será financiador da campanha de 2018 do grupo para o governo do Estado.

Lideranças locais se submetem invariavelmente a influências da capital, inclusive pelo fato de o governador abrir mão da candidatura a prefeito do Deputado Marco Aurélio em favor de Rosângela Curado por pressão e chantagem de Weverton Rocha. Mostrou-se o governador fraco e vacilante desprezando os melhores interesses de Imperatriz para atender a conveniências pessoais de aliados.

Por pura falta de nomes dignos de respeito é que a sociedade resolveu dar o voto de protesto apelando para o xerife.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O QUE PODEMOS ESPERAR PARA IMPERATRIZ?

Assistimos ao debate entre os candidatos a prefeito de Imperatriz na TV Mirante. Senti muito a falta de debatedores como Edmílson Sanches e Sandro Ricardo os quais poderiam trazer propostas e ideias com alguma substância. Seria a única oportunidade que esses candidatos teriam para apresentarem suas ideias através da mídia de comunicação de massa, já que a Lei não confere a eles tempo para isso, franqueando-lhes apenas alguns segundos que mal dá pra pronunciar seus nomes.

O que vimos foi quatro candidatos em um debate morno e sem sal, com clara demonstração de falta de visão de futuro, que não trouxe nada de novo para que a população de Imperatriz perceba um programa de governo diferenciado para a cidade. Lamentável!

Revolta-me o fato de a nossa cidade ser pensada por esses candidatos como uma província de quinta categoria e não com a importância sócio-econômica e cultural que Imperatriz exerce na Região.

Os três candidatos de sarney (sic) e a candidata de Flávio Dino definitivamente não apresentaram propostas dignas de apreciação pela sociedade. Demonstraram o tempo todo um alto grau de dependência entre si, cujas razões restam inconfessáveis.

Não vou nominar vencedor ou vencedora do debate, mas o grande perdedor foi o povo de Imperatriz que não sabe, definitivamente, o que esperar do futuro próximo, ainda mais com o retrocesso que avilta o cenário nacional com um governo que adotou um programa neoliberal rejeitado nas urnas, em prol de 1% da população (dos mais ricos) e do capital internacional.

O QUE ESPERAR? Eis a questão!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

PESQUISAS ELEITORAIS INDUZEM O VOTO ÚTIL EM IMPERATRIZ

Temos visto uma pesquisa eleitoral feita por um certo Instituto de Pesquisa dando conta que Ildon estaria na frente com 27%, Rosângela em segundo com 25 e logo atrás o Ribinha com 24,7 por cento.

Como não há inocentes nesse contexto, nota-se uma tentativa de aplicar o mesmo golpe aplicado em 2004 quando colocaram Carlinho Amorim, que não tinha chances, com pontuação pouco acima de Jomar, induzindo os eleitores que não queriam Ildon de jeito nenhum, a despejarem voto em Carlinhos. Isso aliado a outras artimanhas, como a troca do juiz eleitoral e outras manobras condenáveis. Carlinhos ficou bem atrás de Jomar, que perdeu a eleição por pouco mais de 1.000 votos de diferença.


O grupo de Ildon sabe que o Assis, o delegado do caso Professor Iron e candidato oficial de sarney (sic)a e quer fazer de Imperatriz uma delegacia, não conseguirá os votos úteis (de quem não quer Ildon de jeito nenhum nem Assis), os quais iriam para Rosângela e ela fatalmente se sagrará prefeita.


Assim, apostam no voto útil para Ribinha, que na verdade está bem atrás do Assis. Deste modo Ildon quer aplicar o mesmo golpe de 2004 pra se eleger, calcado em artifícios condenáveis da velha política.

Essa próxima semana, a reta final da campanha, vai ser de baixaria e de artimanhas inaceitáveis. Vão soltar vídeos da vida privada de candidato e candidata (como se a vida privada ou sexual do candidato tivesse relação com a capacidade de governar), colocando outros como paladinos da moralidade (como se isso conferisse ao candidato condição de governo).

Um tucano de alta plumagem me confidenciou que o grupo sarney (sic) vai unir-se nesse último momento contra Flávio Dino. Serão todos os três candidatos do grupo unidos no projeto de sarney (sic) de voltar ao poder no Maranhão, acompanhando o retrocesso perpetrado em âmbito nacional.

terça-feira, 12 de junho de 2012

ESCÂNDALO NO BNB



Foram divulgadas fartamente notícias dando conta de um escândalo no Banco do Nordeste do Brasil. Saiu até no Jornal Nacional. Hoje pela manhã, a Controladoria Geral da União - CGU divulgou nota dando ciência à sociedade de irregularidades em mail de 30 mil operações, potencializando prejuízo de valor superior a R$ 1 bilhão. Essas denúncias estão sendo apuradas pela auditoria interna no Banco, Polícia Federal, CGU e outros órgãos. A AFBNB - Associação dos Funcionários do BNB, acompanha de perto o desenrolar dessas investigações e espera-se que esses desvios sejam corrigidos e punidos os mentores desses desacertos.

O Banco foi, ao longo de sua história, reduto de reconhecida seriedade e competência e seu pessoal era também reconhecido como a elite do pensamento no desenvolvimento regional. O alto grau de qualificação aliado ao comportamento ilibado da maioria do seu quadro funcional faz do BNB o maior indutor do desenvolvimento da região nordestina. Os funcionários não devem abaixar a cabeça ainda que atingido o nome da instituição que tanto foi - e ainda é - motivo de orgulho para os nordestinos e conterrâneos pois é certo que a ampla maioria é de homens e mulheres comprometidos com a ética e com a boa prática na administração dos recursos públicos.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ESTAMOS DE VOLTA

Depois de longo período em "offf" por estar fazendo trabalhos da Universidade Federal do Tocantins, estou de volta e vamos postar matérias para leitura e crítica.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

DISCURSO VAZIO E CONSAGRAÇÃO DE VOTO

Quando o assunto é campanha eleitoral, temos visto estratagemas os mais diversos para “convencer” o eleitor e solapar o seu voto. Vimos apelos de todo tipo. Uns levam a mãe e os filhos para o horário eleitoral – emocionante! -, outros levam o pastor ou o padre – aff! -, outros levam deficientes físicos ou pessoas idosas – comovente! – e por aí vai.

No meio das igrejas evangélicas – política não era coisa de crente – dizem até que é pecado de desobediência não votar no candidato do pastor ou do ministério da igreja. E como muitos incautos acreditam que os “anjos da igreja” têm a revelação de Deus, convém obedecer para não serem condenados com o mundo.

Nesta campanha de 2010 percorre pelas igrejas um candidato a deputado estadual com o seguinte estratagema:

1 – sabe que o evangélico não aceita – a Bíblia também não – casamento ou união civil gay ou mesmo a prática homossexual;

2 – chega na igreja e diz que tramita no Congresso Nacional projeto de lei para aprovação do casamento de gays, a exemplo da Argentina;

3 – diz que a candidata do PT Dilma Rousseff é a favor e que ela vai fazer de tudo para que a lei seja aprovada, insinuando, inclusive, que Dilma seja lésbica – absurdo!;

4 – diz que, ao votar, as pessoas dão uma procuração em branco para que o deputado o represente em todas as votações;

5 – pergunta se a igreja votaria a favor do casamento gay e esta responde: - Não! Ele pede para repetir e ouve agora mais forte: - Não!!;

6 – aí apela para que a igreja vote em um candidato crente que tenha o Espírito de Deus e, nesta ocasião, se insinua ser a solução para isso;

7 – diz que a igreja tem uma grande responsabilidade para não deixar que leis como essa venham a ser aprovadas e promove uma sessão de “consagração do voto” convidando a todos para ficarem de pé e aí faz uma oração selando o compromisso de “consagração do voto” deixando a todos com a palavra empenhada diante de Deus – ou “deus, o candidato” –;

8 – e aí é só sair para o abraço.


Primeiro: o casamento ou união civil de homossexuais deve sim ser discutido com toda a serenidade pelo Congresso Nacional ouvida a sociedade brasileira, tomando o cuidado de, se resolverem compactuar com essa idéia - pecado segundo a Bíblia Sagrada -, deixar a igreja desobrigada de aceitar essa situação e desobrigada de omitir o assunto em suas pregações, uma vez que crente de verdade prega o que está escrito na Bíblia. Senão vão ter que aprovar verbas para construção de presídios para pregadores do evangelho, os quais não se conformarão com os modelos impostos por este século.

Segundo: questões dessa magnitude são de competência do Congresso Nacional, onde serão chamados para votar os Deputados Federais e Senadores;

Terceiro: o candidato pleiteia uma vaga de Deputado Estadual e, portanto, sabe que, se eleito for, nem de longe votará ou decidirá nada a respeito de casamento gay;

Quarto: como ele é professor universitário e bem esclarecidinho, sabe e tem plena consciência do engano que faz aos irmãos no púlpito da igreja utilizando a bênção do ministério ou conselho de ministros;

Quinto: o candidato deveria levantar a bandeira era contra a pedofilia no Maranhão, especialmente em Imperatriz, onde empresários, políticos e outros bichos são fãs de carteirinha e morrem de medo do Magno Malta e da Patrícia Gomes;

Tomara que o nobre candidato construa um discurso verdadeiro que dê mote à sua campanha como homem de Deus que é e não se dê o desplante de querer solapar votos de pessoas simples e de boa fé usando de artifícios e estratagemas como a tal “consagração do voto” e expedientes similares.

Já estou preocupado com outros discursos que ouvirei ao longo de outras campanhas vindouras.

Somente escrevi porque fiquei profundamente indignado com essa atitude e acredito que o ministério da igreja irá tomar providências cabíveis no sentido de orientar o seu candidato a proceder eticamente.

domingo, 25 de abril de 2010

FAÇA VALER O ENSINO SUPERIOR

Passar no vestibular sempre foi algo contagiante. A neura que o certame provoca nos candidatos é realmente de tirar o sono e de forte injeção de adrenalina.

Todos querem garantir a sua vaga. Enfim, Deus abençoou e o candidato vê o seu nome na lista de aprovados e fica todo contente, vaidoso, chora, festeja, ora, extravasa suas emoções com todo direito.

Chega o dia da matrícula e lá está ele, feliz da vida com toda a documentação prontinha e -catapimba! - está dentro da faculdade.

Começam as aulas e lá está ele: material escolar na mão, lápis, caneta, borracha, etc. Mas quando os professores começam a aprofundar os assuntos, percebe que uma boa dose de educação de base está faltando ao noviço.

Professores descobrem alunos semi-analfabetos e outros que nunca aprenderam a tabuada no terceiro ou quarto períodos e tamanha é a decepção da família que investiu, acreditou, festejou. A prova de múltiplas escolhas foi uma barbada para aquele sortudo que conquistou a sua vaga na faculdade. Se jogasse na Mega-Sena então, talvez ficasse rico.

Você percebeu que estou me referindo a Universidade pública. Agora, o que dizer de muitas particulares que são um verdadeiro toma-lá-dá-cá onde o "quem-paga" é muito mais importante do que quem aprende? Não me refiro a todas para não cometer injustiça, mas grande parte é apenas uma gorda fonte de renda para os proprietários.

Professores sendo tratados como empregados comuns, como se fossem peões de uma grande fazenda. Serventuários absolutamente descartáveis, programas-fantasma de extensão e pesquisa. Infraestrutura do campus legado ao descaso. Absoluta falta de acompanhamento dos alunos. Tudo pela redução de custos em detrimento ao verdadeiros sentido de uma Instituição de Ensino Superior. Muitas não são administradas por administradores, não são dirigidas por pedagogos ou afins, Não se pratica nem mesmo o que se ministra em sala de aula.

Mas ostentam uma campanha de marketing para Duda Mendonça nenhum botar defeito.

Vestibulares acontecendo com múltiplas escolhas e inicia-se mais uma relação do faz-de-conta.

Acho que precisamos urgentemente de uma revolução no ensino superior. Para que ele seja realmente superior, formando pessoas superiores, com saberes superiores, para uma contribuição superior à sociedade. Afinal de contas, o superior é superior. Ou não?