sábado, 16 de maio de 2009

QUAL O CAPITAL MAIS CARO?

Vejo sempre olhos perplexos na platéia quando afirmo que o capital próprio precisa ser mais caro do que os capitais de terceiros. Ou seja, é preciso remunerar com taxa mais elevada os capitais próprios do que os de terceiros.
Alguém pode argumentar que não se cobra juros de si mesmo. E assim os capitais de terceiros ficam mais caros.
Acontece que se assim for, o acionista vai preferir ser emprestador já que este tem um rendimento maior.
Se você, financista, remunerar os capitais de terceiros com taxa parcentual maior do que remunera os capitais próprios, será um forte candidato a esvaziar a cadeira para outro. A menos que o seu patrocinador (acionista) tenha espírito franciscano e use todo o seu dinheiro para ser bonzinho ou seja um masoquista financeiro.
É melhor estar do lado dos que ganham mais ou dos que ganham menos? O seu patrocinador ou acionista sabe a resposta. Nem duvide disso.

DETALHE DA ANÁLISE DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Uma premissa básica para que algum analista venha a debruçar-se sobre demonstrativos contábeis para análise é a veracidade das informações ali contidas. Nenhum analista irá empregar seus conhecimentos refinados para analisar demonstrativos ou relatórios sem que tenha a certeza de que são a mais cristalina expressão da verdade.
Um dos instrumentos importantes é o Parecer dos Auditores Independentes, o qual traz a opinião de pessoa especializada e com alto conhecimento a respeito da idoneidade das informações exaradas nesses relatórios.
Mas cuidado. A Enron, a Parmalat e outras empresas que tiveram suas vísceras expostas também tinham pareceres favoráveis de auditores independentes e algumas dessas empresas que quebraram com a crise internacional tinham até uma ótima pontuação pelas empresas de "rating".
O analista precisa muitas vezes fazer uma verificação amostral in loco ou em outras fontes confiáveis que atestem essa veracidade. É o seu rico dinheirinho ou do seu patrocinador que estará em jogo. Faça sempre uma análise segura e dentro da boa técnica para subsidiar as suas decisões empresariais que envolvam negócios relevantes com outras empresas.
Bola de cristal ninguém tem. Mas o espelho pode ser mágico se você cuidar bem dele.
Bom trabalho.

O GRANDE DESAFIO DA GESTÃO

O grande desafio da gestão neste século é fazer com que as equipes conduzam com inteligência, juntamente com os gestores, a organização a posições cada vez melhores nos ambientes interno e externo.

Para isso, é necessário manter equipes energizadas e empoderadas e essa missão não é das mais fáceis, levando-se em conta toda a complexidade que envolve as equipes: conjuntura, afinidades e objetivos pessoais de cada um, desafios empresariais, recompensas, etc.

Quando se chega a uma festa, a primeira coisa que se faz é pocurar pessoas conhecidas e com as quais se tenha afinidades para não se sentir "estranho no ninho" e provar para si mesmo que se é importante.

Pois bem. A melhor maneira de energizar a equipe é envolver as pessoas em missões com as quais tenham afinidades. Também deve-se proporcionar a essas pessoas o pleno domínio conceitual e operacional das competências afeitas à sua missão. Conceitual porque as pessoas precisam saber a razão de sua missão e operacional porque elas sentir-se-ão à vontade e felizes ao desempenhar papéis que encontrem ressonância nas suas habilidades e conhecimentos.

O empoderamento é outra arma valiosa nesse mister. Pessoas empoderadas são mais motivadas. Cumprem sua missão com alegria e dinamismo. Experimente deixar as pessoas tomarem decisões com responsabilidade, mas sem a neura do medo de errar. Você verá que elas sentir-se-ão parte dos resultados. Terão a impressão de que pariram alguma parte do resultado e as pessoas adoram "embonecar" a sua cria.

Não esqueça: energizar e empoderar. São as forças essenciais para vencer os desafios da gestão neste século.