segunda-feira, 9 de agosto de 2010

DISCURSO VAZIO E CONSAGRAÇÃO DE VOTO

Quando o assunto é campanha eleitoral, temos visto estratagemas os mais diversos para “convencer” o eleitor e solapar o seu voto. Vimos apelos de todo tipo. Uns levam a mãe e os filhos para o horário eleitoral – emocionante! -, outros levam o pastor ou o padre – aff! -, outros levam deficientes físicos ou pessoas idosas – comovente! – e por aí vai.

No meio das igrejas evangélicas – política não era coisa de crente – dizem até que é pecado de desobediência não votar no candidato do pastor ou do ministério da igreja. E como muitos incautos acreditam que os “anjos da igreja” têm a revelação de Deus, convém obedecer para não serem condenados com o mundo.

Nesta campanha de 2010 percorre pelas igrejas um candidato a deputado estadual com o seguinte estratagema:

1 – sabe que o evangélico não aceita – a Bíblia também não – casamento ou união civil gay ou mesmo a prática homossexual;

2 – chega na igreja e diz que tramita no Congresso Nacional projeto de lei para aprovação do casamento de gays, a exemplo da Argentina;

3 – diz que a candidata do PT Dilma Rousseff é a favor e que ela vai fazer de tudo para que a lei seja aprovada, insinuando, inclusive, que Dilma seja lésbica – absurdo!;

4 – diz que, ao votar, as pessoas dão uma procuração em branco para que o deputado o represente em todas as votações;

5 – pergunta se a igreja votaria a favor do casamento gay e esta responde: - Não! Ele pede para repetir e ouve agora mais forte: - Não!!;

6 – aí apela para que a igreja vote em um candidato crente que tenha o Espírito de Deus e, nesta ocasião, se insinua ser a solução para isso;

7 – diz que a igreja tem uma grande responsabilidade para não deixar que leis como essa venham a ser aprovadas e promove uma sessão de “consagração do voto” convidando a todos para ficarem de pé e aí faz uma oração selando o compromisso de “consagração do voto” deixando a todos com a palavra empenhada diante de Deus – ou “deus, o candidato” –;

8 – e aí é só sair para o abraço.


Primeiro: o casamento ou união civil de homossexuais deve sim ser discutido com toda a serenidade pelo Congresso Nacional ouvida a sociedade brasileira, tomando o cuidado de, se resolverem compactuar com essa idéia - pecado segundo a Bíblia Sagrada -, deixar a igreja desobrigada de aceitar essa situação e desobrigada de omitir o assunto em suas pregações, uma vez que crente de verdade prega o que está escrito na Bíblia. Senão vão ter que aprovar verbas para construção de presídios para pregadores do evangelho, os quais não se conformarão com os modelos impostos por este século.

Segundo: questões dessa magnitude são de competência do Congresso Nacional, onde serão chamados para votar os Deputados Federais e Senadores;

Terceiro: o candidato pleiteia uma vaga de Deputado Estadual e, portanto, sabe que, se eleito for, nem de longe votará ou decidirá nada a respeito de casamento gay;

Quarto: como ele é professor universitário e bem esclarecidinho, sabe e tem plena consciência do engano que faz aos irmãos no púlpito da igreja utilizando a bênção do ministério ou conselho de ministros;

Quinto: o candidato deveria levantar a bandeira era contra a pedofilia no Maranhão, especialmente em Imperatriz, onde empresários, políticos e outros bichos são fãs de carteirinha e morrem de medo do Magno Malta e da Patrícia Gomes;

Tomara que o nobre candidato construa um discurso verdadeiro que dê mote à sua campanha como homem de Deus que é e não se dê o desplante de querer solapar votos de pessoas simples e de boa fé usando de artifícios e estratagemas como a tal “consagração do voto” e expedientes similares.

Já estou preocupado com outros discursos que ouvirei ao longo de outras campanhas vindouras.

Somente escrevi porque fiquei profundamente indignado com essa atitude e acredito que o ministério da igreja irá tomar providências cabíveis no sentido de orientar o seu candidato a proceder eticamente.

domingo, 25 de abril de 2010

FAÇA VALER O ENSINO SUPERIOR

Passar no vestibular sempre foi algo contagiante. A neura que o certame provoca nos candidatos é realmente de tirar o sono e de forte injeção de adrenalina.

Todos querem garantir a sua vaga. Enfim, Deus abençoou e o candidato vê o seu nome na lista de aprovados e fica todo contente, vaidoso, chora, festeja, ora, extravasa suas emoções com todo direito.

Chega o dia da matrícula e lá está ele, feliz da vida com toda a documentação prontinha e -catapimba! - está dentro da faculdade.

Começam as aulas e lá está ele: material escolar na mão, lápis, caneta, borracha, etc. Mas quando os professores começam a aprofundar os assuntos, percebe que uma boa dose de educação de base está faltando ao noviço.

Professores descobrem alunos semi-analfabetos e outros que nunca aprenderam a tabuada no terceiro ou quarto períodos e tamanha é a decepção da família que investiu, acreditou, festejou. A prova de múltiplas escolhas foi uma barbada para aquele sortudo que conquistou a sua vaga na faculdade. Se jogasse na Mega-Sena então, talvez ficasse rico.

Você percebeu que estou me referindo a Universidade pública. Agora, o que dizer de muitas particulares que são um verdadeiro toma-lá-dá-cá onde o "quem-paga" é muito mais importante do que quem aprende? Não me refiro a todas para não cometer injustiça, mas grande parte é apenas uma gorda fonte de renda para os proprietários.

Professores sendo tratados como empregados comuns, como se fossem peões de uma grande fazenda. Serventuários absolutamente descartáveis, programas-fantasma de extensão e pesquisa. Infraestrutura do campus legado ao descaso. Absoluta falta de acompanhamento dos alunos. Tudo pela redução de custos em detrimento ao verdadeiros sentido de uma Instituição de Ensino Superior. Muitas não são administradas por administradores, não são dirigidas por pedagogos ou afins, Não se pratica nem mesmo o que se ministra em sala de aula.

Mas ostentam uma campanha de marketing para Duda Mendonça nenhum botar defeito.

Vestibulares acontecendo com múltiplas escolhas e inicia-se mais uma relação do faz-de-conta.

Acho que precisamos urgentemente de uma revolução no ensino superior. Para que ele seja realmente superior, formando pessoas superiores, com saberes superiores, para uma contribuição superior à sociedade. Afinal de contas, o superior é superior. Ou não?

VAIAS NO FREI EPIFÂNIO

Muita gente admirou-se por saber havido vaias no Estádio Frei Epifânio D'Abadia no dia de sua reinauguração.

Primeiro vaias pela manhã à Governadora combinados com gritos de "Jackson! Jackon!" num repúdio ao ato de usurpação do poder do Governador 'realmente' eleito Jackson Lago. Depois as vaias da noite toda vez que se mencionava o nome da Governadora e quando João Alberto, o vice, resolveu dar o pontapé inicial da partida então....Uuuuuuuuuuuu! Foi demais.

Ainda por cima a truculência dos homens que faziam a segurança no Estádio contra um grupo que expressava seu repúdio à Governadora e seus asseclas fez com que o côro ficasse bem mais nítido em agradecimentos ao Governador que iniciou e quase terminou a obra na Arena do Frei.

Isso tem um significado importante, quando o povo imperatrizense sinaliza que não haverá condescendência ao ato de usurpação do poder "nem que ela venha coberta de ouro da cabeça aos pés".