terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Imperatriz e seus representante$ eleito$

Nas campanhas eleitorais é muito comum se ouvir falar em compra de votos com pagamento em dinheiro, distribuição de cestas básicas, dentaduras, materiais de construção e outros meios de pagamento já velhos conhecidos da politicagem brasileira.

Os pobres, que moram invariavelmente na periferia, esperam ansiosamente esse período, pois só assim poderão tentar aquela reforma no barraco, fazer tratamento dentário ou até mesmo curtir aquela rodada de cachaça com os amigos patrocinada pelo “amigão de sempre”.

Mas nas últimas eleições em Imperatriz, tanto houve uma descarada compra, bem assim – pasmem – oferta de votos. Era leilão para ver quem daria a maior cartada, tanto para o legislativo quanto para o executivo.

E o povo não se deu conta de que estava sacramentando a qualidade dos seus representantes, os quais movimentaram um mercado vergonhoso que diminui a sociedade e constrói uma horda de representantes ilegítimos.

Dizem que a campanha para prefeito custou alguns milhões de reais. A de vereador custou, pelo menos, duzentos mil (mas as prestações de conta......). O somatório de todos os salários do prefeito em quatro anos chegam a menos de quinhentos mil e do vereador a pouco mais de duzentos mil. Pelo visto a sociedade vai pagar muuuuito caro por esse desvio, fomentado por uma corja de irresponsáveis que representam mesmo os seus próprios e escusos interesses. “Porque a gente tem que sempre se dar bem. Certo?” Errado!!

SOCIEDADE: Economia e Espaço

Estado: Maranhão; cidade: Imperatriz.

O bairro do Juçara localiza-se em local privilegiado, confundindo-se com o centro da cidade. Fica bem próximo ao principal comércio de gêneros alimentícios e acessórios para o lar, o conhecido Mercadinho. Fica também próximo a supermercados e à grande maioria dos hospitais, bancos e demais prestadores de serviços públicos e privados. Conta com sistema de esgotamento sanitário, água, energia e sistema de comunicação. Isso sem falar na boa vizinhança que, não raro, são pessoas que residem ali desde o tempo em que a avenida Getúlio Vargas, a principal da cidade, era ainda estrada carroçável e assistiram a todo o processo de urbanização do bairro. Sentem orgulho de morar ali.

Mas a maioria delas são pessoas não afortunadas, cujas contas bancárias, se as tem, apresentam saldos mais que modestos, quando não deficitários.

Preocupa-me o fato de estar acontecendo um fenômeno que vou chamar de “economização” do espaço. Ou seja, o espaço no Juçara está sendo invadido pela exploração econômica e, paulatinamente, expulsando os moradores e seus laços de convivência - fatores importantes para a construção de uma sociedade sadia - para a periferia.

Mais uma flagrante confirmação da Teoria dos Lugares Centrais, denunciada por Santos no seu livro – eu recomendo – “Economia Espacial”, editora da USP do ano de 2007, que conclui com uma abordagem de como as formas geográficas difundem o capital e mudam as estruturas sociais.

O poder púbico, que está constituído para perceber os anseios sociais e intervir de forma a garantir uma sociedade igualitária, falha (falha mesmo ou é conivente?) pela sua inércia.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

ESTOU CHEGANDO...

Estou trazendo este espaço para discussões nos campos da política, economia, sociedade, administração moderna e assuntos correlatos no intuito de difundir informações e auscultar as comunidades de interesse pelos temas respeitando idéias e linhas ideológicas. Espero que este espaço sirva de subsídio para acalorados debates acerca dos temas propostos. Participe!!!