domingo, 25 de abril de 2010

FAÇA VALER O ENSINO SUPERIOR

Passar no vestibular sempre foi algo contagiante. A neura que o certame provoca nos candidatos é realmente de tirar o sono e de forte injeção de adrenalina.

Todos querem garantir a sua vaga. Enfim, Deus abençoou e o candidato vê o seu nome na lista de aprovados e fica todo contente, vaidoso, chora, festeja, ora, extravasa suas emoções com todo direito.

Chega o dia da matrícula e lá está ele, feliz da vida com toda a documentação prontinha e -catapimba! - está dentro da faculdade.

Começam as aulas e lá está ele: material escolar na mão, lápis, caneta, borracha, etc. Mas quando os professores começam a aprofundar os assuntos, percebe que uma boa dose de educação de base está faltando ao noviço.

Professores descobrem alunos semi-analfabetos e outros que nunca aprenderam a tabuada no terceiro ou quarto períodos e tamanha é a decepção da família que investiu, acreditou, festejou. A prova de múltiplas escolhas foi uma barbada para aquele sortudo que conquistou a sua vaga na faculdade. Se jogasse na Mega-Sena então, talvez ficasse rico.

Você percebeu que estou me referindo a Universidade pública. Agora, o que dizer de muitas particulares que são um verdadeiro toma-lá-dá-cá onde o "quem-paga" é muito mais importante do que quem aprende? Não me refiro a todas para não cometer injustiça, mas grande parte é apenas uma gorda fonte de renda para os proprietários.

Professores sendo tratados como empregados comuns, como se fossem peões de uma grande fazenda. Serventuários absolutamente descartáveis, programas-fantasma de extensão e pesquisa. Infraestrutura do campus legado ao descaso. Absoluta falta de acompanhamento dos alunos. Tudo pela redução de custos em detrimento ao verdadeiros sentido de uma Instituição de Ensino Superior. Muitas não são administradas por administradores, não são dirigidas por pedagogos ou afins, Não se pratica nem mesmo o que se ministra em sala de aula.

Mas ostentam uma campanha de marketing para Duda Mendonça nenhum botar defeito.

Vestibulares acontecendo com múltiplas escolhas e inicia-se mais uma relação do faz-de-conta.

Acho que precisamos urgentemente de uma revolução no ensino superior. Para que ele seja realmente superior, formando pessoas superiores, com saberes superiores, para uma contribuição superior à sociedade. Afinal de contas, o superior é superior. Ou não?

VAIAS NO FREI EPIFÂNIO

Muita gente admirou-se por saber havido vaias no Estádio Frei Epifânio D'Abadia no dia de sua reinauguração.

Primeiro vaias pela manhã à Governadora combinados com gritos de "Jackson! Jackon!" num repúdio ao ato de usurpação do poder do Governador 'realmente' eleito Jackson Lago. Depois as vaias da noite toda vez que se mencionava o nome da Governadora e quando João Alberto, o vice, resolveu dar o pontapé inicial da partida então....Uuuuuuuuuuuu! Foi demais.

Ainda por cima a truculência dos homens que faziam a segurança no Estádio contra um grupo que expressava seu repúdio à Governadora e seus asseclas fez com que o côro ficasse bem mais nítido em agradecimentos ao Governador que iniciou e quase terminou a obra na Arena do Frei.

Isso tem um significado importante, quando o povo imperatrizense sinaliza que não haverá condescendência ao ato de usurpação do poder "nem que ela venha coberta de ouro da cabeça aos pés".